SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Durante as próximas aulas iremos ler “A Menina do Mar” escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen. Antes de iniciar a leitura da obra é necessário conhecer a escritora e as suas motivações. Assim, aqui fica uma autobiografia para aguçar o apetite.


 

 
"Nasci no Porto mas vivo há muito em Lisboa.
Durante a minha infância e juventude passava os verões na praia da Granja, de que falo em tantos dos meus poemas e contos.
Estudei no Colégio Sagrado Coração de Maria, no Porto, e quando tinha 17 anos inscrevi-me na Faculdade de Letras de Lisboa, em Filologia Clássica, curso que, aliás, não terminei. Antes de 25 de Abril de 1974 fiz parte de diversas organizações de resistência, tendo sido um dos fundadores da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos.
Depois de 25 de Abril de 1974 fui deputada à Assembleia Constituinte (1975-1976) e detesto escrever currículos...
Porque comecei a escrever para crianças?
Comecei a inventar histórias para crianças quando os meus filhos tiveram sarampo. Era no inverno e o médico tinha dito que eles deviam ficar na cama, bem cobertos, bem agasalhados. Para isso era preciso entretê-los o dia inteiro. Primeiro, contei todas as histórias que sabia. Depois, mandei comprar alguns livros que tentei ler em voz alta. Mas não suportei a pieguice da linguagem nem a sentimentalidade da "mensagem"; uma criança é uma criança, não é um pateta. Atirei os livros fora e resolvi inventar. Procurei a memória daquilo que tinha fascinado a minha própria infância. Lembrei-me de que quando eu tinha 5 ou 6 anos e vivia numa casa branca na duna - a minha mãe me tinha contado que nos rochedos daquela praia morava uma menina muito pequenina. Como nesse tempo, para mim, a felicidade máxima era tomar banho entre os rochedos, essa menina marinha tornou-se o centro das minhas imaginações. E a partir desse antigo mundo real e imaginário, comecei a contar a história a que mais tarde chamei Menina do Mar.
Os meus filhos ajudavam. Perguntavam:
- De que cor era o vestido da menina?
O que é que fazia o peixe?
Aliás, nas minhas histórias para crianças quase tudo é escrito a partir dos lugares da minha infância."


 


in De que são feitos os sonhos, Areal Editores

 

 

 

 

 

 


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ANA MÁRCIA

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Por vezes usamos expressões idiomáticas e provérbios relacionados com o mar, como se fôssemos experimentados marinheiros.Não somos, mas herdámos dos que foram estas frases que se seguem:

 

- Quem foi ao mar, perdeu o lugar;
- Há mais marés que marinheiros;
-Quem vai ao mar, avia-se em terra;
-Foi tudo por água abaixo;
-Há mar e mar, há ir e voltar;
-Estou em maré de sorte;
-Pela boca morre o peixe;
-Nem tudo é um mar de rosa;
-Filho de peixe sabe nadar;
-Gaivotas em terra, tempestade no mar;
-Quanto maior a nau, maior a tormenta;
-Quem nada não se afoga;
-Arco-íris contra a serra, chuva na terra; arco-íris contra o mar, tira os bois e põe-te a lavrar